SATANÁRIES

Você pode pensar que é mentira minha, mas a ideia de reativar o meu lado esotérico veio em um sonho, nessa noite.

Sabe, eu sou ariana – daí o nome do blog. Mas eu não sou uma ariana qualquer. Eu tenho ascendente e lua nesse signo, o que me torna uma pessoa praticamente impossível de se conviver do ponto de vista astrológico. Confesso que até minha adolescência eu devia ser um indivíduo insuportável: como todo bom ariano, querendo, a todo custo, ser o centro das atenções, puxando pra mim as responsabilidades e as lideranças de quaisquer grupos que eu fizesse parte, vaidosa ao extremo… Mas com bastante terapia, meditação e com a entrada do ocultismo de forma mais contundente na minha vida, eu consegui me transformar em uma espécie de “ariana light” – se é que isso existe.

Isso em termos de personalidade lado A – aquele que você precisa deixar visível pra sociedade. Eu trabalhei muito a minha ansiedade e a minha impaciência, e hoje me considero uma profissional com todas as boas características que um ariano reúne: espírito de liderança, responsável, organizado, ágil, persistente, estratégico. E minhas profissões – arianos não fazem uma coisa só nunca! – envolvem público, comunicação, artes e entretenimento. A palavra escrita é uma das minhas grandes paixões, sou formada em jornalismo, com ênfase em ciência política. Dá pra imaginar como funciona a minha cabeça…

No entanto, todo lado A tem seu lado B, e eu vinha suprimindo ele por uma série de razões: as pessoas não suportam meu lado B (a maioria delas pelo menos), formado basicamente por uma diligência animal, instintos e intuições que ficam à flor da pele o tempo todo, paixão cega por tudo o que eu faço, intensidade na demonstração de emoções, vontade de sentir prazer, vontade de rir, chorar, sentir dor… E, nas últimas semanas, alguns acontecimentos de ordem pessoal voltaram o meu olhar pra esse lado, que pouquíssimas pessoas compreendem – na verdade, acho que uma pessoa só entende tudo isso. Eu sou julgada por pessoas moralistas, hipócritas e de pouquíssimo senso crítico. O que elas fazem de errado “é normal”, “é justificável” por essa ou aquela razão. Quando sou eu quem faz, tá errado, desperta raiva, ódio, inveja, dor de cotovelo, chamem do que quiser.

Então, a forma que encontrei de não ficar impopular nas redes sociais por meus pensamentos e opiniões contundentes – já recebo ódio o suficiente por conta das minhas posições políticas, por exemplo – ou até por minhas vivências intensas, foi criar esse espaço. Na verdade, recriar. Já fui blogueira muito tempo antes disso virar moda. E sempre escrevi sobre um dos meus três temas favoritos: política, entretenimento ou ocultismo. E eu venho de uma família em que esses três temas são recorrentes na formação do caráter e amplamente discutidos e mediados pelo melhor pai do mundo.

É isso. Aproveitem o conteúdo, comentem, tirem dúvidas, xinguem. Aqui eu não ligo pro julgamento de ninguém.🙂

[Beijos de Satanáries]