MINHA IRRITABILIDADE COM OS ACOMODADOS

Um ariano jamais se acomoda. Ele é persistente na busca por atingir objetivos e pela própria felicidade. A educação que tive dos meus pais foi bastante consistente e insistente quando se fala de “acomodação” e “conformismo”: meus pais me criaram para sair no mundo e fazer o que eu desejo, respeitando sempre a ética e dando um “foda-se” pra moral, o que significa fazer as coisas sem pisar na cabeça dos outros, mas sem medo das críticas, julgamentos e sem medo da “graxa”, do trabalho duro. Talvez por essa razão – unida ao meu jeito ariano tríplice – eu tenha horror a gente acomodada, preguiçosa.

Acomodados sempre delegam para terceiros atingirem seus objetivos e, quando essas pessoas não conseguem o que querem por meio dos outros, simplesmente os culpam e persuadem para que o sentimento de culpa fique impregnado. Acomodados adoram ser hipócritas: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço é o lema principal deles. Pessoas acomodadas simplesmente me enlouquecem.

Os homens acomodados são preguiçosos funcionais. Sim, porque temos os gênios, que também são preguiçosos e, para atingir seus objetivos MESMO COM PREGUIÇA, desenvolvem mecanismos de autogestão dos problemas, de forma sustentável e com isso, geram soluções efetivas para aquilo que se propõem a fazer. Esses são os preguiçosos saudáveis. Os preguiçosos funcionais sempre têm uma excelente desculpa para não realizarem nada: estão com problemas demais, estão frustrados demais, estão ocupados demais, estão doentes demais… As mulheres preguiçosas são ainda piores: a maioria se esconde atrás de um comportamento machista passivo-agressivo para dizer que não podem agir; ela precisa cuidar da casa, ela está deprimida, o marido / namorado não dá atenção o suficiente, a culpa da falta de sexo é dele, ela está exausta de lutar…

Acomodados também não possuem senso ético, mas adoram um senso moral. São capazes de fingirem que estão doentes, que são pessoas extremamente ocupadas ou que são boas demais para “se sujarem” na hora de executar uma tarefa. Procuram o caminho mais fácil: enganar, mentir, conseguirem desculpas para fugir do trabalho duro, subornam, criminalizam seus próprios objetivos. Sempre dão a impressão de grande nobreza, bondade, de luta constante, mas exaurem seus parceiros de vida, sejam eles amigos, parentes, vizinhos, cônjuges…

Acomodados não trabalham por um resultado a longo prazo, trabalham por recompensas temporárias. Eles reclamam do salário, da carga horária, do local de trabalho, da função que desempenham e nada fazem para mudar a situação. Ou melhor, fazem: dão todas as desculpas possíveis para não desenvolverem ou produzirem nada (são, geralmente, sócias do fã-clube do atestado médico falso) , mas continuam recebendo seu reforço mensal – no caso o contracheque.

As pessoas acomodadas também possuem uma certeza absurda de que estão no comando de tudo no topo de sua montanha particular, porque de fato elas controlam as demais pessoas à sua volta com suas insatisfações constantes. Contrarie um acomodado pra você experimentar seus argumentos. Você vai rir de todos eles e perceber como o acomodado também é um egoísta de mão cheia.

A verdade é que eu não me acostumo com gente acomodada, me causa muita revolta. Eu nunca fui uma dessas – e não posso dizer que não tentei, porque na adolescência, eu queria ser adolescente, mas queria trabalhar, e isso me dava desculpas ridículas pra faltar no trabalho, pra fazer meu trabalho mal feito ou justificar meus erros de execução (“eu ainda não sei tudo”, “ainda estou aprendendo”, “estou ficando doente com toda essa jornada dupla”). Em um dos meus primeiros empregos fixos, eu fui contratada por indicação da minha mãe. E ela se arrependeu e eu percebi como eu causei decepção pra minha família: “você não é assim, você é a primeira em tudo, seja a primeira no seu trabalho!”.

Foi através de uma longa conversa com meus pais que aprendi a ser diferente. Aprendi o valor da “entrega”, seja ela pessoal, espiritual, apaixonada, ou simplesmente de resultados. Eu sei que pessoas falam comigo, me perguntam como eu me esforço tanto, me dizem que tenho um comportamento profissional inspirador. Na minha vida pessoal, é a mesma coisa: eu busco o resultado final com persistência, com vontade, com segurança, mesmo quando eu não estou completamente segura. Algumas pessoas dizem que eu pareço um robô cheio de anfetamina, porque eu não paro. Eu não busco atalhos: se o caminho mais longo ou mais difícil for aquele que me leva à vitória, eu me armo de coragem e trilho ele.

Um momento de acomodação grande na minha vida foi com o meu peso. Eu culpei o ex-marido, culpei a ex-sogra, mas não me culpei. Fiquei anos com uma autoimagem de pessoa no controle do corpo, de pessoa magra, saudável. Foi um verdadeiro tranco na vida que me fez notar que eu não estava no controle de nada, que eu estava imensa, que minha saúde estava ameaçada. E, depois de me frustrar com dietas e outras soluções, eu busquei a faca: mas não tinha como pagar o valor absurdo. Pensa que eu me acomodei de novo? Uma ariana persistente consegue o que quer, mesmo que aquilo custe o dinheiro que ela não tem. Eu permutei por prestação de serviços, trabalhei duro por quase dois anos e voilá: agora sim, estou com meu peso semi-controlado.

Por isso, se você enxergou nesse texto pessoas acomodadas que você conhece, confronte-as pelo bem delas e pelo seu próprio bem. Você pode estar sendo manipulado para que elas atinjam seus objetivos através do seu esforço e não do delas, e isso é INJUSTO. Lute para que elas espantem toda essa preguiça, essa hipocrisia moral e resolvam suas próprias vidas. Você é um acomodado, se identificou, a carapuça serviu? Ainda dá tempo de mudar.

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