“A BRUXA” – ATERRORIZANTE

Ontem eu assisti ao filme “A Bruxa”…

Várias pessoas já resenharam o filme, mas como eu ando com preguiça de ir pro cinema, resolvi alugar o filme no “Now” (sou assinante NET). A história é baseada em contos encontrados em diários de peregrinos…

Peregrinos são os primeiros colonos ingleses nos Estados Unidos, da época de mil seiscentos e alguma coisa, que, no resumo da ópera, tornaram-se conhecidos durante o reinado de Elizabete quando tentaram se separar dos católicos romanos (eles eram protestantes).

Os Peregrinos, que incluíam muitos Separatistas, conseguiram permissão para fixar residência na colônia britânica de Virgínia. Em setembro de 1620, embarcaram para a América do Norte num navio chamado Mayflower. Cerca de 100 adultos e crianças passaram dois meses tempestuosos no oceano Atlântico Norte antes de chegarem a Cape Cod, a centenas de quilômetros ao norte de Virgínia.

O filme conta a história de uma família puritana banida de uma comunidade pela igreja, que vai morar tomando certa distância de seus “vizinhos”… De repente, eventos bizarros começam a acontecer, como o desaparecimento do bebê da família. A história é sensacional, aterrorizante, um dos melhores que eu já vi sobre ocultismo de magia negra. Fiquei um pouco “chapada” nas referências super pesadas sobre magia negra envolvendo sacrifício humano.

Eu deixei ressaltada a citação sobre os peregrinos / puritanos ingleses porque é importantíssimo para entender o contexto do filme. Toda a culpa de moral cristã carregada nos ombros por essa família é o mote principal de toda a história. Os eventos que os atingem eles creditam à culpabilidade e punição cristãos: o desaparecimento do filho caçula, a “doença” do outro filho mais novo, a colheita que não dá certo, os conflitos familiares…

O que torna o filme tão assustador é a forma com a qual a direção encontrou para te botar medo mesmo: o isolamento, a fotografia escura, os efeitos analógicos, os animais inofensivos que tornam-se verdadeiras referências de comportamento demoníaco, o silêncio sepulcral da ausência de uma grande trilha (na minha opinião, isso foi sim proposital)…

Muita gente considerou a narrativa desse filme lenta… Eu admito que tive que ver esse filme em duas partes, mas muito disso se deve ao fato de eu ter voltado alterada pra casa depois de um aniversário, e o sono me pegou nos últimos 15 minutos de filme. Mas achei o tempo de narrativa compatível com o desenvolvimento da história.

Os elementos da bruxaria celta estão bem ali, distorcidos para causar o medo, e a licença poética pra isso, obviamente diretores e roteiristas têm. É um pouco incomum o uso de sacrifício humano na bruxaria celta, sendo eles mais comuns inclusive em correntes cristãs, com o objetivo de “purificação dos pecados”. Mas gostei bastante da forma como a história desenvolve, das personagens – e atores mirins, que são simplesmente maravilhosos – e do sotaque inglês ainda em adaptação por conta da colonização dos Estados Unidos. Um prato cheio pra quem curte arte macabra, bruxaria, covens e uma obra audiovisual de qualidade.

 

 

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